Fim de ano, tempo de retrospectivas e mais retrospectivas. Listas e mais listas. Ao longo deste ano já fui destacando mentalmente a cada lançamento quais tiveram um maior peso na minha opinião pessoal. Vou cuspir os resultados sem fazer necessariamente um ranking - eles sempre são contestadas de qualquer forma...
Chris Barron - Pancho and the Kid
Após fazer um excelente disco de retorno com o Spin Doctors (Nice Talking To Me, de 2005), foi muito infeliz a banda ter desencanado de continuar. Mas por outro lado, Chris veio com um disco arrasador! É curto, direto, pop rock de primeiríssima com momentos mais agitados ou calmos, baladas e pura genialidade. A banda é competentíssima, e vou deixar uma amostra:
Collective Soul - Collective Soul (também conhecido como Rabbit)
Apesar de ser suspeito pra falar (afinal, eu tenho simplesmente um tributo à banda, rs), o disco lançado este ano conseguiu trazer mais do mesmo, o que é um grande feito por causa da qualidade *absurda* com que a banda nos últimos anos tem composto e gravado. Ainda assim há algumas pequenas coisas diferentes como o assobio grudento em Fuzzy, as variações de Understanding e o solo em uníssono com violino em Love. É definitivamente um dos melhores trabalhos da banda, não deixando nada a dever aos demais.
Green Day - 21st Century breakdown
Após o êxtase de American Idiot, o Green Day precisou de 5 anos e outros projetos paralelos antes de voltar com força a fazer um disco. Apesar de muitos repudiarem o estilo e direção ópera rock, e já faz algum tempo não considerarem mais eles punk, pra mim é o melhor disco do ano pois eu não esperava tanto, apesar de estar bem curioso para o que fariam. A qualidade, variedade e execução das composições é algo que não vejo ultimamente entre as melhores bandas de rock que estão por aí. Billie Joe pode não ter inovado no formato ou mesmo no estilo de muitas músicas, mas compensa tudo na qualidade, é até difícil apontar as favoritas, mas cito Viva la Gloria II, The static age, Last night on Earth, Peacemaker e a faixa título.
Living Colour - The Chair in the Doorway
Também após bons anos sem lançar nada, o LC voltou arrebentando. Fez um disco que considero mediano, tem momentos muito bons com destaque para a dançante Young man e a grooveada Bless those, no meio de canções pesadas e com algumas influências eletrônicas e efeitos. Apesar de não igualar os tempos áureos, vale a pena conferir. Pra completar, vieram para o Braza e fizeram um senhor show, como sempre.
Ace Frehley - Anomaly
Após muito tempo sem gravar, havia muita expectativa sobre a volta do Space Ace, uma vez que sempre prometia um disco tão bom quanto seu 1o disco solo de 1978, quando ainda estava no Kiss e os 4 membros originais gravaram álbuns solo, sendo o de Ace por muito o melhor.
Por um lado, infelizmente Anomaly não chega perto daquele disco. Mas é competentíssimo, e pra quem gosta de Kiss vale uma chance com certeza.
Kiss - Sonic Boom
A "decepção" do ano. O disco é bom, mas eu tinha uma expectativa tão grande, alimentada por um ótimo show da banda e por eles anteciparem como estavam gostando do resultado. Ainda que isso seja injusto, nenhuma música iguala o nível de outros discos, é apenas um conjunto de clichês muito bem executados, ou seja, não traz nada de novo nem reforça a qualidade anterior trazendo músicas novas e boas o suficiente.
Mas isso não quer dizer que os fãs devam pular o Sonic Boom, tem muita gente que gostou.
Chickenfoot - Chickenfoot
O novo supergroup do pedaço não desapontou no disco de estréia. Na 1a vez que ouvi não achei tão especial, mas aos poucos percebi que ele possui todos os elementos de um grande disco de hard rock, lembrando bons tempos de Van Halen mas mesclando a pegada de Chad Smith e com bastante cara do Satriani. Este, que me surpreendeu se mostrando um grande "team player", sem excessos e virtuosismo desnecessário. Contribuiu muito e quem sabe em breve finalmente darei a atenção devida ao seu trabalho solo.
Richie Kotzen - The Road (Wilson Hawk) e Peace sign
Kotzen é um músico completo e de primeiríssima qualidade que se manteve bastante ocupado este ano. Não pude ainda dar a devida atenção especialmente ao Peace sign, mas o disco do projeto paralelo Wilson Hawk é um destaque por seu estilo soul misturado com rock e blues, diferente de outros trabalhos do ex-guitar do Poison e Mr. Big.
weezer - Raditude
Sim, o weezer tem lançado discos e músicas bem comerciais nos últimos tempos, o que desagrada muitos fãs da fase inicial da banda. Porém a qualidade está sempre presente, e a capacidade de Rivers Cuomo criar e recriar melodias grudentas tem mantido a banda bem viva e lançando coisas muito bacanas. Só lamento também o fato de que para termos a obra completa do Raditude temos que baixar tantos b-sides e bonus tracks quanto faixas normais, rs.
Mas meus destaques ficam com I'm Your Daddy, Tripping Down The Freeway, I Don't Want To Let You Go, The Underdogs e sim, a cover de Kids / Pokerface que causou polêmica.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
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