Fim de ano, tempo de retrospectivas e mais retrospectivas. Listas e mais listas. Ao longo deste ano já fui destacando mentalmente a cada lançamento quais tiveram um maior peso na minha opinião pessoal. Vou cuspir os resultados sem fazer necessariamente um ranking - eles sempre são contestadas de qualquer forma...
Chris Barron - Pancho and the Kid
Após fazer um excelente disco de retorno com o Spin Doctors (Nice Talking To Me, de 2005), foi muito infeliz a banda ter desencanado de continuar. Mas por outro lado, Chris veio com um disco arrasador! É curto, direto, pop rock de primeiríssima com momentos mais agitados ou calmos, baladas e pura genialidade. A banda é competentíssima, e vou deixar uma amostra:
Collective Soul - Collective Soul (também conhecido como Rabbit)
Apesar de ser suspeito pra falar (afinal, eu tenho simplesmente um tributo à banda, rs), o disco lançado este ano conseguiu trazer mais do mesmo, o que é um grande feito por causa da qualidade *absurda* com que a banda nos últimos anos tem composto e gravado. Ainda assim há algumas pequenas coisas diferentes como o assobio grudento em Fuzzy, as variações de Understanding e o solo em uníssono com violino em Love. É definitivamente um dos melhores trabalhos da banda, não deixando nada a dever aos demais.
Green Day - 21st Century breakdown
Após o êxtase de American Idiot, o Green Day precisou de 5 anos e outros projetos paralelos antes de voltar com força a fazer um disco. Apesar de muitos repudiarem o estilo e direção ópera rock, e já faz algum tempo não considerarem mais eles punk, pra mim é o melhor disco do ano pois eu não esperava tanto, apesar de estar bem curioso para o que fariam. A qualidade, variedade e execução das composições é algo que não vejo ultimamente entre as melhores bandas de rock que estão por aí. Billie Joe pode não ter inovado no formato ou mesmo no estilo de muitas músicas, mas compensa tudo na qualidade, é até difícil apontar as favoritas, mas cito Viva la Gloria II, The static age, Last night on Earth, Peacemaker e a faixa título.
Living Colour - The Chair in the Doorway
Também após bons anos sem lançar nada, o LC voltou arrebentando. Fez um disco que considero mediano, tem momentos muito bons com destaque para a dançante Young man e a grooveada Bless those, no meio de canções pesadas e com algumas influências eletrônicas e efeitos. Apesar de não igualar os tempos áureos, vale a pena conferir. Pra completar, vieram para o Braza e fizeram um senhor show, como sempre.
Ace Frehley - Anomaly
Após muito tempo sem gravar, havia muita expectativa sobre a volta do Space Ace, uma vez que sempre prometia um disco tão bom quanto seu 1o disco solo de 1978, quando ainda estava no Kiss e os 4 membros originais gravaram álbuns solo, sendo o de Ace por muito o melhor.
Por um lado, infelizmente Anomaly não chega perto daquele disco. Mas é competentíssimo, e pra quem gosta de Kiss vale uma chance com certeza.
Kiss - Sonic Boom
A "decepção" do ano. O disco é bom, mas eu tinha uma expectativa tão grande, alimentada por um ótimo show da banda e por eles anteciparem como estavam gostando do resultado. Ainda que isso seja injusto, nenhuma música iguala o nível de outros discos, é apenas um conjunto de clichês muito bem executados, ou seja, não traz nada de novo nem reforça a qualidade anterior trazendo músicas novas e boas o suficiente.
Mas isso não quer dizer que os fãs devam pular o Sonic Boom, tem muita gente que gostou.
Chickenfoot - Chickenfoot
O novo supergroup do pedaço não desapontou no disco de estréia. Na 1a vez que ouvi não achei tão especial, mas aos poucos percebi que ele possui todos os elementos de um grande disco de hard rock, lembrando bons tempos de Van Halen mas mesclando a pegada de Chad Smith e com bastante cara do Satriani. Este, que me surpreendeu se mostrando um grande "team player", sem excessos e virtuosismo desnecessário. Contribuiu muito e quem sabe em breve finalmente darei a atenção devida ao seu trabalho solo.
Richie Kotzen - The Road (Wilson Hawk) e Peace sign
Kotzen é um músico completo e de primeiríssima qualidade que se manteve bastante ocupado este ano. Não pude ainda dar a devida atenção especialmente ao Peace sign, mas o disco do projeto paralelo Wilson Hawk é um destaque por seu estilo soul misturado com rock e blues, diferente de outros trabalhos do ex-guitar do Poison e Mr. Big.
weezer - Raditude
Sim, o weezer tem lançado discos e músicas bem comerciais nos últimos tempos, o que desagrada muitos fãs da fase inicial da banda. Porém a qualidade está sempre presente, e a capacidade de Rivers Cuomo criar e recriar melodias grudentas tem mantido a banda bem viva e lançando coisas muito bacanas. Só lamento também o fato de que para termos a obra completa do Raditude temos que baixar tantos b-sides e bonus tracks quanto faixas normais, rs.
Mas meus destaques ficam com I'm Your Daddy, Tripping Down The Freeway, I Don't Want To Let You Go, The Underdogs e sim, a cover de Kids / Pokerface que causou polêmica.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
'Am I Ever Gonna Change?' (Extreme) - letra comentada
Contida no épico "3o lado" do clássico III Sides to Every Story, esta música é uma das favoritas dos fãs. Sua letra trata da dificuldade em implementar mudanças, e também a considero uma das melhores letras do Extreme. Segue na íntegra antes dos comentários:
'Am I Ever Gonna Change?' (Cherone/Bettencourt)
I'm tired of being me and I don't like what I see
I'm not who I appear to be
So I start off every day, down on my knees I will pray
For a change in any way
But as the days go by, I live through another lie
If it's any wonder why
Am I ever gonna change?
Will I always stay the same?
If I say one thing then I do the other
(It's) the same old song (that) goes on forever
Am I ever gonna change?
I'm the only one to blame
When I think I'm right, I wind up wrong
It's a futile fight gone on too long
Please tell me if it's true, am I too old to start anew?
Cause that's what I want to do
But time and time again, when I think I can
I fall short in the end
So why do I even try? Will it matter when I die?
Can anyone hear my cry?
Spoken Latin passages:
"Indulgentiam absolutionem, et remissionem peccatorum nostrorum, tributat nobis omnipotens et misericors Dominus. Amen."
("May the Almighty and Merciful Lord grant us pardon, absolution, and remission of our sins. Amen.")
"Dominus noster Jesus Christus te absolvat; et ego auctoritate ipsius te absolvo ab omni vinculo excommunicationis suspensionis et interdicti in quantum possum et tu indiges. Deinde, ego te absolvo a peccatis tuis in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen."
("May our Lord Jesus Christ absolve you; and by His authority I absolve you from every bond of excommunication and interdict, so far as my power allows and your needs require. Thereupon, I absolve you of your sins in the name of the Father, and the Son, and the Holy Ghost. Amen.")
Am I ever gonna change?
Take it day by day
My will is weak and my flesh too strong
This peace I seek till thy kingdom comes
Desde a 1a frase do primeiro verso já fica claro o tom melodramático do que está por vir: o autor está cansado de si mesmo, e não é quem parece ser. Não consegue expressar sua verdadeira identidade, logo espera por uma mudança significativa. Esta mudança poderia eventualmente até ser interpretada como algo externo, uma vez que a mesmice é uma característica da sociedade (ainda que não sempre).
Mas quando a música passa para o refrão, é escancarada a luta interna do indivíduo: diz uma coisa e faz outra, e isso se repete de forma indefinida. Quando ele acha estar correto, cai novamente do cavalo, e se condena por isso.
Passa então a questionar se é tarde demais para recomeçar tudo de novo, uma idéia muito comum quando não se vê uma luz no fim do túnel. Mas de alguma forma a mudança sempre fracassa, ao ponto de se questionar por quê tentar em 1o lugar, pra quê se importar?
A passagem da bíblia em latim pode ser vista como o autor pedindo perdão por fracassar nas mudanças necessárias, sendo que o padre concede este perdão. E a última variação do refrão mostra o autor já vencido no campo moral, por mais que seu corpo ainda resista.
Não tenho embasamento em filosofia para o assunto (se alguém tiver estou curioso). Mas vejo a letra como reflexo da grande luta interna do ser humano (principalmente o ocidental): entre o que cada um crê ser o ideal para si mesmo e para o mundo versus a realidade enfrentada na sociedade. Que no fim das contas é o que geralmente é mais poderosa e vence, especialmente quando o indivíduo não vislumbra o caminho para sua felicidade plena (realmente não é fácil).
O aspecto religioso é adicionado devido à crença dos autores, e também representa a busca do homem por respostas, conforto ou absolvição, em especial quando falha e se sente sozinho em sua busca.
Apesar do tom "pra baixo" da letra, ela também pode ser considerada de um ponto de vista mais irônico, algo muito comum em outras letras de Gary Cherone e do Extreme. Seria uma crítica àqueles que desistem com maior facilidade de lutar pelo que acreditam, e ficam se culpando em vez de buscar formas diferentes de alcançar o que desejam.
Outra possibilidade relacionada seria um tom mais desafiador ao ouvinte, uma vez que o caminho mais fácil é o de seguir fazendo o "de sempre", sendo levado pelas marés da sociedade, ao invés de fazer as mudanças.
Para finalizar, vale mencionar de forma mais breve o restante do 3o lado ('The Truth - Everything Under The Sun'), que junto de 'Am I Ever Gonna Change?' constitui uma peça única no rock com a adição de uma orquestra, influências progressivas com mudanças de tempo e tom, entre outros recursos musicais.
'Rise 'N' Shine' tem uma letra mais positiva, que aponta para as possibilidades de um novo dia, que sempre existe uma chance e um tempo para tudo "debaixo do sol". Mas ainda assim coloca uma crítica de Jesus de como o homem consegue entender sobre a Terra, porém não consegue interpretar os tempos atuais.
Já 'Who Cares?', o grand finale, questiona Jesus quem se importa com tudo isso. Uma vez que muitos perdem seu caminho durante a jornada, indo para tão longe de "casa". Ao final as 3 músicas se tornam uma só e acabam repentinamente, restando apenas a caixa de música que iniciou tudo em 'Rise 'N' Shine'.
É isso, quem chegou até aqui e não conhece esta obra-prima, não espere mais! Abs.
'Am I Ever Gonna Change?' (Cherone/Bettencourt)
I'm tired of being me and I don't like what I see
I'm not who I appear to be
So I start off every day, down on my knees I will pray
For a change in any way
But as the days go by, I live through another lie
If it's any wonder why
Am I ever gonna change?
Will I always stay the same?
If I say one thing then I do the other
(It's) the same old song (that) goes on forever
Am I ever gonna change?
I'm the only one to blame
When I think I'm right, I wind up wrong
It's a futile fight gone on too long
Please tell me if it's true, am I too old to start anew?
Cause that's what I want to do
But time and time again, when I think I can
I fall short in the end
So why do I even try? Will it matter when I die?
Can anyone hear my cry?
Spoken Latin passages:
"Indulgentiam absolutionem, et remissionem peccatorum nostrorum, tributat nobis omnipotens et misericors Dominus. Amen."
("May the Almighty and Merciful Lord grant us pardon, absolution, and remission of our sins. Amen.")
"Dominus noster Jesus Christus te absolvat; et ego auctoritate ipsius te absolvo ab omni vinculo excommunicationis suspensionis et interdicti in quantum possum et tu indiges. Deinde, ego te absolvo a peccatis tuis in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti. Amen."
("May our Lord Jesus Christ absolve you; and by His authority I absolve you from every bond of excommunication and interdict, so far as my power allows and your needs require. Thereupon, I absolve you of your sins in the name of the Father, and the Son, and the Holy Ghost. Amen.")
Am I ever gonna change?
Take it day by day
My will is weak and my flesh too strong
This peace I seek till thy kingdom comes
Desde a 1a frase do primeiro verso já fica claro o tom melodramático do que está por vir: o autor está cansado de si mesmo, e não é quem parece ser. Não consegue expressar sua verdadeira identidade, logo espera por uma mudança significativa. Esta mudança poderia eventualmente até ser interpretada como algo externo, uma vez que a mesmice é uma característica da sociedade (ainda que não sempre).
Mas quando a música passa para o refrão, é escancarada a luta interna do indivíduo: diz uma coisa e faz outra, e isso se repete de forma indefinida. Quando ele acha estar correto, cai novamente do cavalo, e se condena por isso.
Passa então a questionar se é tarde demais para recomeçar tudo de novo, uma idéia muito comum quando não se vê uma luz no fim do túnel. Mas de alguma forma a mudança sempre fracassa, ao ponto de se questionar por quê tentar em 1o lugar, pra quê se importar?
A passagem da bíblia em latim pode ser vista como o autor pedindo perdão por fracassar nas mudanças necessárias, sendo que o padre concede este perdão. E a última variação do refrão mostra o autor já vencido no campo moral, por mais que seu corpo ainda resista.
Não tenho embasamento em filosofia para o assunto (se alguém tiver estou curioso). Mas vejo a letra como reflexo da grande luta interna do ser humano (principalmente o ocidental): entre o que cada um crê ser o ideal para si mesmo e para o mundo versus a realidade enfrentada na sociedade. Que no fim das contas é o que geralmente é mais poderosa e vence, especialmente quando o indivíduo não vislumbra o caminho para sua felicidade plena (realmente não é fácil).
O aspecto religioso é adicionado devido à crença dos autores, e também representa a busca do homem por respostas, conforto ou absolvição, em especial quando falha e se sente sozinho em sua busca.
Apesar do tom "pra baixo" da letra, ela também pode ser considerada de um ponto de vista mais irônico, algo muito comum em outras letras de Gary Cherone e do Extreme. Seria uma crítica àqueles que desistem com maior facilidade de lutar pelo que acreditam, e ficam se culpando em vez de buscar formas diferentes de alcançar o que desejam.
Outra possibilidade relacionada seria um tom mais desafiador ao ouvinte, uma vez que o caminho mais fácil é o de seguir fazendo o "de sempre", sendo levado pelas marés da sociedade, ao invés de fazer as mudanças.
Para finalizar, vale mencionar de forma mais breve o restante do 3o lado ('The Truth - Everything Under The Sun'), que junto de 'Am I Ever Gonna Change?' constitui uma peça única no rock com a adição de uma orquestra, influências progressivas com mudanças de tempo e tom, entre outros recursos musicais.
'Rise 'N' Shine' tem uma letra mais positiva, que aponta para as possibilidades de um novo dia, que sempre existe uma chance e um tempo para tudo "debaixo do sol". Mas ainda assim coloca uma crítica de Jesus de como o homem consegue entender sobre a Terra, porém não consegue interpretar os tempos atuais.
Já 'Who Cares?', o grand finale, questiona Jesus quem se importa com tudo isso. Uma vez que muitos perdem seu caminho durante a jornada, indo para tão longe de "casa". Ao final as 3 músicas se tornam uma só e acabam repentinamente, restando apenas a caixa de música que iniciou tudo em 'Rise 'N' Shine'.
É isso, quem chegou até aqui e não conhece esta obra-prima, não espere mais! Abs.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O "novo" Kiss
Após ler a seguinte matéria postada em http://aorwatchtower.blogspot.com/2009/10/eric-singer-detona-formacao-original-do.html, tive vontade de comentar meu ponto de vista sobre estas questões envolvendo o "novo" Kiss, e até que me empolguei um pouco, rs.
PS: o blog em questão é bem bacana.
Adoro o Eric Singer, ele é um puta batera. O Revenge e o Sonic Boom com certeza tem seu valor e qualidade.
O Tommy tb é mto bom, não tenho dúvidas.
Mas pra mim ainda não tem como sequer querer comparar com a fase áurea do Kiss com a formação original.
Eu fui no show no Rio esse ano e adorei, a banda realmente está em grande forma e fizeram um grande show mesmo sob pesada chuva. Só a voz do Paul não é mais a mesma, mas isso é normal pela idade msm.
Não ligo mto pra maquiagem, podem usar a que quiserem e não me sentirei ofendido. Porém, quando se trata de lançar material "novo" acho que o Kiss deu uma pisada na bola com o Sonic boom, tentando voltar a ser o que era nos anos 70 e fazer um disco nesse estilo. O disco até é bom, tem boas músicas sim. Mas to achando ele bem repetitivo, os mesmos clichês e tudo muito previsível.
Pergunto se não seria mais interessante o Tommy e o Eric assumirem novas "identidades", com ou sem máscaras, e aí fazerem um disco onde cada um traz à mesa algo próprio sem se prender ao passado, e reinventar o Kiss em vez de tentar ressucitar o defunto só trocando algumas peças, já que realmente parece que a formação original não vai voltar.
Eles mesmos argumentam que tentaram algo com o Eric Carr e Vinnie Vincent e não deu tão certo. Não tenho tanto conhecimento de causa, mas imagino que tinha a ver com os anos 80, uma fase difícil da banda, e isso também só não deu tão certo sei lá pq, provavelmente não fizeram direito. O que justamente não quer dizer que agora o mesmo ocorreria.
Outro ponto que eu quero comentar são as comparações com o Psycho Circus. Pelo menos nesse disco estava mais claro que era uma reunião, pra fazer mais um disco clássico do Kiss com a formação original - e deu certo! Alguns fãs torcem o nariz até hoje para o disco, mas na minha humilde opinião eles conseguiram muito mais do que agora com o Sonic Boom. Fizeram um disco com músicas marcantes como a faixa título, a We are one e You wanted the best, que é uma das mais legais onde os 4 membros originais dividem os versos e interagem provocando uns aos outros. Aquilo sim é divertido!
Outra pequena lamentação é que quando eles voltaram após a reunião, não trouxeram o Bruce Kulick de volta. Esse sim tinha o espírito de trazer algo novo ao Kiss, infelizmente o Eric entrou mais na onda de fazer um papel que não é originalmente dele, mas que ele com certeza faz muito bem. Alguém consegue imaginar o Bruce mascarado como o Ace? Sem desrespeito ao Tommy tb, rsrs.
O fato de o cd novo fazer certo sucesso é apenas pq o grande público engole facilmente uma coisa dessas. Ainda prefiro obviamente muito mais isso do que bandas emo ou nu metal, mas enfim, vou continuar adorando o Kiss, só espero que eles reencontrem o caminho ideal em algum momento (mas não tenho tanta esperança).
Comentem!
PS: o blog em questão é bem bacana.
Adoro o Eric Singer, ele é um puta batera. O Revenge e o Sonic Boom com certeza tem seu valor e qualidade.
O Tommy tb é mto bom, não tenho dúvidas.
Mas pra mim ainda não tem como sequer querer comparar com a fase áurea do Kiss com a formação original.
Eu fui no show no Rio esse ano e adorei, a banda realmente está em grande forma e fizeram um grande show mesmo sob pesada chuva. Só a voz do Paul não é mais a mesma, mas isso é normal pela idade msm.
Não ligo mto pra maquiagem, podem usar a que quiserem e não me sentirei ofendido. Porém, quando se trata de lançar material "novo" acho que o Kiss deu uma pisada na bola com o Sonic boom, tentando voltar a ser o que era nos anos 70 e fazer um disco nesse estilo. O disco até é bom, tem boas músicas sim. Mas to achando ele bem repetitivo, os mesmos clichês e tudo muito previsível.
Pergunto se não seria mais interessante o Tommy e o Eric assumirem novas "identidades", com ou sem máscaras, e aí fazerem um disco onde cada um traz à mesa algo próprio sem se prender ao passado, e reinventar o Kiss em vez de tentar ressucitar o defunto só trocando algumas peças, já que realmente parece que a formação original não vai voltar.
Eles mesmos argumentam que tentaram algo com o Eric Carr e Vinnie Vincent e não deu tão certo. Não tenho tanto conhecimento de causa, mas imagino que tinha a ver com os anos 80, uma fase difícil da banda, e isso também só não deu tão certo sei lá pq, provavelmente não fizeram direito. O que justamente não quer dizer que agora o mesmo ocorreria.
Outro ponto que eu quero comentar são as comparações com o Psycho Circus. Pelo menos nesse disco estava mais claro que era uma reunião, pra fazer mais um disco clássico do Kiss com a formação original - e deu certo! Alguns fãs torcem o nariz até hoje para o disco, mas na minha humilde opinião eles conseguiram muito mais do que agora com o Sonic Boom. Fizeram um disco com músicas marcantes como a faixa título, a We are one e You wanted the best, que é uma das mais legais onde os 4 membros originais dividem os versos e interagem provocando uns aos outros. Aquilo sim é divertido!
Outra pequena lamentação é que quando eles voltaram após a reunião, não trouxeram o Bruce Kulick de volta. Esse sim tinha o espírito de trazer algo novo ao Kiss, infelizmente o Eric entrou mais na onda de fazer um papel que não é originalmente dele, mas que ele com certeza faz muito bem. Alguém consegue imaginar o Bruce mascarado como o Ace? Sem desrespeito ao Tommy tb, rsrs.
O fato de o cd novo fazer certo sucesso é apenas pq o grande público engole facilmente uma coisa dessas. Ainda prefiro obviamente muito mais isso do que bandas emo ou nu metal, mas enfim, vou continuar adorando o Kiss, só espero que eles reencontrem o caminho ideal em algum momento (mas não tenho tanta esperança).
Comentem!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Show Living Colour Via Funchal 15/10/2009
Sensacional como esperado!
Os caras continuam incríveis, acho que principalmente o Corey (Glover, vocalista). Ele é simplesmente monstruoso cantando. Sem exagero, pra mim nenhum vocal do rock (ao menos vivo) chega perto de aliar o mesmo nível de potência + técnica + alcance + timbre + feeling do Corey.
E o resto da banda tb estava impecável como sempre, acho que o que mais me impressiona tb é a química dos caras qdo juntos. Separados todos se garantem com folga, mas juntos é que o bicho pega!
Vernon Reid (guitarra) é absurdo metralhando centenas de notas em pouco tempo, mas também com riffs, bases e frases melódicas sempre com muito groove. Falando em groove, o baixista Doug Wimbish não deixa escapar nenhum, nem quando pula na pista para interagir com a galera.
Will Calhoun comanda a batera com maestria, e manda um solo arrasador explorando vários itens em seu kit.
O set é misturado entre antigas e novas do cd The chair in the doorway, das quais mais se destacam (pra mim) a Young Man e Bless Those. Das antigas gostei bastante de terem voltado a tocar Bi, fora a Open Letter (To a Landlord) que é sempre um momento especial (dá-lhe Corey). Os outros clássicos tb sempre caem bem, não tem como não curtir Glamour boys, Love rears its ugly head (uma das músicas mais estilosas já feitas), Middle man, Type, Elvis is dead, etc. E é mto bacana ter as covers surpresa no meio de tudo isso (Papa was a rolling stone, Hound dog e Should I stay or should I go).
O que ainda impressiona é o relativo "desconhecimento" em torno da banda, que por mais que seja respeitadíssima no meio, fica infelizmente em segundo ou terceiro plano quando comparados a outros nomes que aportam por aqui. Tanto que a menos de meia hora do início do show o Via Funchal ainda estava praticamente vazio. Depois aparentemente "encheu", mas ainda duvido que a casa tinha metade da sua capacidade.
Enfim, tudo isso graças à mídia musical obviamente (mas deixa pra lá por enquanto). Na verdade nem vou reclamar pois eles já passaram pelo Jô, pela Cultura, fizeram tarde de autógrafos e a mesma coisa após o show (o que é uma excelente jogada para divulgar o novo disco).
Outro aspecto importante da banda são as letras. Sendo um caso raro de uma banda composta 100% por afro-americanos, eles são altamente politizados de forma muito consciente e liberal, por exemplo na já citada Bi e na famosa Cult of personality.
Pra finalizar e não me estender muito, aos fãs de boa música eu recomendo que procurem conhecê-los de alguma forma, e viva o Living Colour indo pra galera! (Corey e Doug pularam algumas vezes na pista para delírio do público \o/).
Fotos em:
http://s50.photobucket.com/albums/f302/mfng/2009/10-15%20Living%20Colour/
Vídeos (tem mais lá no mesmo canal):
Os caras continuam incríveis, acho que principalmente o Corey (Glover, vocalista). Ele é simplesmente monstruoso cantando. Sem exagero, pra mim nenhum vocal do rock (ao menos vivo) chega perto de aliar o mesmo nível de potência + técnica + alcance + timbre + feeling do Corey.
E o resto da banda tb estava impecável como sempre, acho que o que mais me impressiona tb é a química dos caras qdo juntos. Separados todos se garantem com folga, mas juntos é que o bicho pega!
Vernon Reid (guitarra) é absurdo metralhando centenas de notas em pouco tempo, mas também com riffs, bases e frases melódicas sempre com muito groove. Falando em groove, o baixista Doug Wimbish não deixa escapar nenhum, nem quando pula na pista para interagir com a galera.
Will Calhoun comanda a batera com maestria, e manda um solo arrasador explorando vários itens em seu kit.
O set é misturado entre antigas e novas do cd The chair in the doorway, das quais mais se destacam (pra mim) a Young Man e Bless Those. Das antigas gostei bastante de terem voltado a tocar Bi, fora a Open Letter (To a Landlord) que é sempre um momento especial (dá-lhe Corey). Os outros clássicos tb sempre caem bem, não tem como não curtir Glamour boys, Love rears its ugly head (uma das músicas mais estilosas já feitas), Middle man, Type, Elvis is dead, etc. E é mto bacana ter as covers surpresa no meio de tudo isso (Papa was a rolling stone, Hound dog e Should I stay or should I go).
O que ainda impressiona é o relativo "desconhecimento" em torno da banda, que por mais que seja respeitadíssima no meio, fica infelizmente em segundo ou terceiro plano quando comparados a outros nomes que aportam por aqui. Tanto que a menos de meia hora do início do show o Via Funchal ainda estava praticamente vazio. Depois aparentemente "encheu", mas ainda duvido que a casa tinha metade da sua capacidade.
Enfim, tudo isso graças à mídia musical obviamente (mas deixa pra lá por enquanto). Na verdade nem vou reclamar pois eles já passaram pelo Jô, pela Cultura, fizeram tarde de autógrafos e a mesma coisa após o show (o que é uma excelente jogada para divulgar o novo disco).
Outro aspecto importante da banda são as letras. Sendo um caso raro de uma banda composta 100% por afro-americanos, eles são altamente politizados de forma muito consciente e liberal, por exemplo na já citada Bi e na famosa Cult of personality.
Pra finalizar e não me estender muito, aos fãs de boa música eu recomendo que procurem conhecê-los de alguma forma, e viva o Living Colour indo pra galera! (Corey e Doug pularam algumas vezes na pista para delírio do público \o/).
Fotos em:
http://s50.photobucket.com/albums/f302/mfng/2009/10-15%20Living%20Colour/
Vídeos (tem mais lá no mesmo canal):
"Welcome all again"
Bem-vindos todos!
É uma idéia antiga que tenho criar um blog, e sempre hesitei por motivos idiotas. Tenho tb ainda no myspace, mas foram poucos posts (mas sintam-se à vontade para ler os posts passados). Não que eu espere postar tão freqüentemente aqui, mas vamos ver... Então, finalmente tomei a coragem e estou experimentando aqui... tb porque o orkut promete gerar aviso automático.
Em relação ao conteúdo, realmente será livre, mas esperem uma proporção razoável de posts ligados a música, a exemplo do primeiro "de verdade" que está saindo do forno e é um mini-review do show do Living Colour ontem.
Sem mais, espero que gostem e comentem.
Abraços!
É uma idéia antiga que tenho criar um blog, e sempre hesitei por motivos idiotas. Tenho tb ainda no myspace, mas foram poucos posts (mas sintam-se à vontade para ler os posts passados). Não que eu espere postar tão freqüentemente aqui, mas vamos ver... Então, finalmente tomei a coragem e estou experimentando aqui... tb porque o orkut promete gerar aviso automático.
Em relação ao conteúdo, realmente será livre, mas esperem uma proporção razoável de posts ligados a música, a exemplo do primeiro "de verdade" que está saindo do forno e é um mini-review do show do Living Colour ontem.
Sem mais, espero que gostem e comentem.
Abraços!
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