sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Paranando - 6) Curitiba não nos poupa...

E chegamos ao fim desta saga! Ou melhor, chegaremos ao final deste post. Tendo conhecido um pouco da Serra do Mar, da bela Morretes e do relativamente pequeno mas bem relevante litoral do Paraná, a parada final foi um dia de "descompressão" em Curitiba e outro para aproveitar o restinho das férias.

Já tendo conhecido anteriormente alguns parques e outros pontos como o Jardim Botânico, a opção foi aproveitar a fria e ensolarada manhã de setembro para explorar mais parques usando o mais barato e saudável meio de transporte: a corrida! (isso poderia ser discutido é claro, mas enfim)

Segue então algumas fotos tiradas durante o agradável percurso (para ver em tamanho maior basta clicar).

Este é o Palácio 29 de Março, cujo nome se deve à data de fundação de Curitiba, e que abriga atualmente a prefeitura.

A seguir temos o famoso Museu Oscar Niemeyer, popularmente conhecido como "Museu do Olho":
Ele é dedicado às Artes Visuais, Arquitetura, Urbanismo e Design, tendo mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva, a maior da América Latina segundo seu site. Em outra oportunidade o visitei e vale a pena sim, é bem organizado e cuidado.
Mas evidentemente a estrutura, desenhada pelo próprio Niemeyer, é o que mais chama a atenção por sua beleza.


Depois de passar pelos parques João Paulo II e São Lourenço (acima), o próximo "pit stop" é na Ópera de Arame, não à toa um dos principais cartões postais da cidade:


Feita de tubos de aço, estruturas metálicas e coberta com placas de policarbonato, está localizada na cratera de uma pedreira desativada que foi transformada em parque. Diz a lenda que foi montada em apenas 75 dias!
Agora só falta mesmo ver alguma peça ou show bacana lá numa próxima ocasião.

O "roteiro" seguiu dali até os parques Tanguá e Tingui, dois dos principais e que gostei bastante. O primeiro também foi feito onde haviam antigamente duas pedreiras, incorporando nele dois lagos e um túnel entre eles. Bem perto dali está a nascente do rio Barigüi, e no topo há a famosa entrada principal com mirante para a parte baixa e um jardim em homenagem ao artista local Poty Lazzarotto.


Já o Tingui homenageia uma população indígena que habitou a região onde atualmente se localiza Curitiba na época colonial. Tem uma estátua do Cacique Tindiquera, que na hora não prestei atenção, mas está aqui de qualquer forma:

O Tingui faz parte de um projeto ambicioso da prefeitura de unificar os parques Tingui, Tanguá e Barigui, todos na extensão do Rio Barigui. Uma vez que isso certamente significa melhor qualidade de vida, tomara que realmente saia do papel!

O parque ainda possui o Memorial Ucraniano. Acho que eu tava correndo muito rápido para não tê-lo visto, rs, mas parece bacana. O memorial é constituído de construções típicas dos imigrantes ucranianos, e uma réplica da igreja de São Miguel da Serra do Tigre, situada em Mallet (Paraná):


Bom, é isso então em relação ao passeiozinho... mas calma que ainda tem mais!! Depois da corrida, à tarde, andei um pouco pelo centro da cidade, muito bonito com suas praças e algumas construções antigas:

Alguns pontos de destaque incluem o Paço da Liberdade:
Construído em 1916 com detalhes neoclássicos e desenhos art-nouveau, atualmente abriga um centro cultural, mas era a antiga prefeitura e foi sede do Museu Paranaense.

Em seguida temos o famoso Palácio Avenida (1929), que abrigou cafés, bares e cinemas, até ser recuperado pelo Banco Bamerindus. Tornou-se então bastante conhecido em todo o país com a realização do coro natalino com crianças em suas janelas.

O prédio também conta com espaço cultural e teatro, e quando passei havia uma banda fazendo um som bem bacana! Segue uma amostra da Fantástica Orquestra de Sinais, um grupo de improviso formado por músicos de rua que se encontraram em Curitiba:

Outro local bem tradicional onde seria legal ver algo é o Teatro Guaíra, localizado na Praça Santos Andrade:


É voltado a teatro, dança e música e mantido pelo governo do estado, sendo sede da Orquestra Sinfônica do Paraná por exemplo.

E pra finalizar, na volta para o hotel descobri sem querer um tipo de poesia bem curiosa e divertida pintada nos muros em uma rua:

Pesquisando um pouco descobre-se que esta é uma vertente do haikai, um tipo de poesia originalmente japonesa, mas adaptada por aqui também. Explicações melhores seguem aqui de acordo com o próprio Álvaro Posselt. E se alguém ficou intrigado com o título do post, aqui vai a conclusão em um dos tais haikais, hehe:

E então é isso pessoal! Obrigado a todos que se deram ao trabalho de ver e ler estes relatos, espero que tenham curtido e também espero continuar fazendo isso sobre viagens futuras e passadas. Hora de voltar pra casa... um abraço!