sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010 e seus ventos de mudança

O ano que comecei procurando emprego... fiz entrevistas... e consegui um. Com todas suas ótimas vantagens e desvantagens como tudo na vida.

Enquanto não consegui eu descansei bastante... fui a Buenos Aires e Guarda do Embaú em SC (e no Natal para Itatiaia), todos excelentes. Mas também dei duas aulas de matemática sem ser pago, rs. E dois meses de aulas de guitarra, mas aí sim fui pago né, hehe. Também toquei e gravei minhas "Unemployed Sessions", nada de mais mas divertido.
Ano em que também houve algumas mudanças nas minhas bandas... um único showzinho e vários contratempos como sempre, o que faz parte. Nisso eu quero um 2011 bem melhor, rs.

Ano da grande mudança! Ainda deixei um monte de tralhas no meu quarto... quem precisa de tanta coisa?!?!
Que 2011 traga junto as melhorias que eu quero fazer aqui!

Ano em que vi Paul McCartney, emoções fortíssimas!
Green Day também não poderia passar batido... finalmente vi uma das minhas muitas bandas favoritas.
ZZ Top muito bacana também.

Ano que teve bons discos lançados, meu favorito é o 100 Miles From Memphis da Sheryl Crow, altamente recomendado. weezer também ganha pontos por lançar praticamente 2 álbuns, sim ambos com ótimas músicas. Destaques também para Ozzy e Crash Test Dummies.

Ano em que nos despedimos da vó Luíza. Teremos saudades.

Ano também em que fiz jumentices horrendas como não transferir o Azulão pro meu nome no prazo, e levar 5 pontos na cabeça de um galho de árvore da USP. E alguns foras também, rs. Também fazem parte...

E por último o mais importante: ano em que fiz excelentes novas amizades, e reforcei antigas... Muito obrigado, nos vemos em 2011!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tem uma 1a vez para tudo?

Na verdade, pode ter.
"There's a time for everything under the sun" já foi dito também. Desde tempos bem antigos, e parafraseado em canções de rock.
Em outras palavras, não há limites para a imaginação humana. Ou há?
O que está além disso simplesmente desconhecemos pois nunca imaginamos. Se fosse o caso cairia na primeira situação.
Que doido isso, rs.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Collective Soul mais uma vez faz grande show no Peru

Tem coisas meio difíceis de explicar (mas nós tentamos). Talvez essa seja uma definição de "extraordinário".
Como uma banda americana que fez grande sucesso na década de 90 em seu país - porém de forma moderada em outros lugares como o Brasil - lota estádio para fazer show no Peru pela 2a vez em poucos anos??

O fato é relatado nesta reportagem de um jornal sobre o show: http://www.collectivesoul.com/board_posts/peruvian-news-coverage, bem como em diversos vídeos que podem ser encontrados no youtube.
Não está muito bom para ler, mas segue os destaques:

- O jornal elogia a performance da banda, e fala um pouco da importância de ter uma banda "de peso" tocando no Peru, dizendo que abre precedentes para que mais bandas toquem lá. Esta é na verdade parte da explicação de toda a história;
- Os caras além de tudo curtiram o país e foram ótimos com os fãs que foram ao hotel tietar. Muito bacana mesmo (pra quem os conhece isso não é surpresa);
- Eles cogitam fazer algum vídeo com imagens que já tem do Peru ou até retornariam lá se preciso para gravar, uma vez que acham o país muito bonito;
- A banda promete voltar a tocar lá pois diz que é um dos lugares onde os fãs são mais carinhosos com eles.

Ahh como seria ótimo se mais brasileiros aprendessem com este exemplo dos nossos vizinhos! (especialmente por se tratar de uma banda que eu gosto, hehe).

Para o restante da explicação tenho uma pequena tese composta por 2 pontos:
- Ainda existe uma demanda muito significativa do público jovem por bandas de alta qualidade. O rock 'n' roll não morreu! Ainda bem.
- No Peru a mídia não parece ter a força e controle sobre a população como grandes grupos aqui no Brasil, caso contrário sequer haveria interesse dos promotores em levar uma banda como o Collective Soul para tocar lá (uma vez que eles não são tão famosos hoje em dia).

A lição boa que fica é que lá há empresários mais comprometidos com qualidade e dispostos a arriscar um pouco mais quando investem para levar alguma banda ao país. Está provado que isso pode dar resultados.

PS: não é demais lembrar que para quem quiser ver ou ouvir meu tributo ao Collective Soul há humildes amostras em http://www.myspace.com/collectivesoulproject.

sábado, 24 de abril de 2010

Uma seleção de covers muy interessantes

Resolvi meio do nada fazer uma seleção aqui, ou melhor, acho que foi graças a ouvir a versão de Passenger do Hutchence depois de muito tempo, rs.
Tem muitas outras covers que ficaram de fora, a disputa foi bem acirrada, mas priorizei aquelas que se destacam por ter algo bem diferente da original, por serem de qualidade fenomenal, mas normalmente as duas coisas.
Eu explico mais cada caso individualmente, mas se quiserem já podem clicar nesse link aqui e ir ouvir direto:
http://listen.grooveshark.com/#/playlist/Interesting+Covers/27843577
* exceto 2 músicas que tive que colocar link do youtube mais abaixo...

Michael Hutchence - The passenger (Iggy Pop)
Da trilha sonora do Batman Forever, a música ficou eletrônica, bem dark, e com um grande vocal é claro.

INXS - Born to be wild (Steppenwolf)
Quem mais faria uma cover deste clássico e colocaria um solo de sax? Fora a qualidade de sempre do resto.

Def Leppard - American girl (Tom Petty)
O Def Leppard tem toque de Midas, sem brincadeira. Em parte pela voz excelente do Joe Elliot, em parte pelo arsenal de guitarras sempre muito bem gravadas, além da cozinha impecável. Tem muitas outras covers deles pra recomendar, mas escolhi essa porque particularmente não gosto do vocal original, apesar do Tom Petty ser competente, é claro. Ahh e o solo é excelente também.

Extreme - Strutter (Kiss)
Sou suspeito, mas entre muitas covers bacanas do Extreme, essa tem grande destaque por ter modificado a música toda (que é um grande clássico do Kiss) e por ter inserido outras referências no meio, que não vou estragar quais são.

Poison - Squeeze Box (The Who)
Pra uma música que tem zilhões de covers, com certeza foi bacana o arranjo novo mais rock que ela recebeu. E que força Bret pra se recuperar!

The Presidents of the United States of America - Video killed the radio star (The Buggles)
A original é muito diferente, new wave. Nesta versão ficou totalmente com a cara dos Presidents, e se tornou um grande marco para eles, sempre tocam ao vivo.

Dr. Sin - Everybody's got something to hide except me and my monkey (The Beatles)
Se tem uma banda que pega músicas bem básicas como algumas dos Beatles e Have you ever seen the rain, "turbina" elas com virtuosidade e sem estragar (muito pelo contrário), é o Dr. Sin.

Spin Doctors - That's the way (I like it) (KC and the Sunshine Band)
Sucesso da disco em versão rock 'n' roll típica do Spin Doctors. Com direito a uma parte censurável e uma tiradinha no final (que é também o final do disco).

Terrorvision - You really got a hold on me (Smokey Robinson & The Miracles)
Clássico das antigas que também foi gravado pelos Beatles, numa versão um pouco mais pesada dos anos 90, mas ainda muito estilosa e competente.

Population-1 - Surrender (Cheap Trick)
Talvez o melhor exemplo de um clássico que foi simplesmente acelerado por essa banda do Nuno, e ficou do c******!

Kiss - Do you remember rock 'n' roll radio (The Ramones)
Muita gente deve ter torcido o nariz para Kiss tocando Ramones, mas ficou sensacional. Uma das coisas mais legais que acho no Kiss é quando o Gene e o Paul alternam os vocais. Clima de festa puro!

Noel Gallagher & Paul Weller - To be someone (The Jam)
Pegar uma música um pouco agitada e deixá-la mais na boa também funciona muito bem às vezes.

Sheryl Crow - Go Tell it on The Mountain (traditional)
Toque de Midas #2. Muito difícil escolher algo dela também, acabei optando por uma escolha do disco de natal de 2008, que é o meu favorito do gênero.

Collective Soul - Jealous guy (John Lennon)
Eu tinha que colocar algo deles, não tem jeito mesmo, rs.

Spacehog - The hogyssey (Richard Strauss)
Como transformar um tema clássico e que também foi clássico no cinema (2001 - Uma Odisséia no Espaço) em um rock bem feito? Aqui está a resposta.

Novamente, segue o link da playlist:
http://listen.grooveshark.com/#/playlist/Interesting+Covers/27843577

Por problemas técnicos ainda não explicados :-S tive que colocar separadamente as seguintes músicas com links do youtube:

Dishwalla - Tainted love / Where did your love go (Soft Cell / The Supremes)
Antes da infame versão do Marylin Manson e muito antes da Rihanna chupinhar, o Dishwalla já tinha feito isso apesar da versão não ser conhecida. E ainda incluiram um trechinho de uma música antiga bem bacana, que casou perfeitamente.

http://www.youtube.com/watch?v=kitvkhwryrk

Extreme - Queen medley
Esse não tem como deixar de fora, basta prestar atenção também na introdução dada à banda pelo próprio Brian May! O medley é histórico e ajudou a converter muitos fãs, e não foi à toa, o momento foi mágico!
Parte 1:

http://www.youtube.com/watch?v=_NvnfXJK0Uw
Parte 2:

http://www.youtube.com/watch?v=YUWsatl2Ojo

domingo, 21 de março de 2010

Song For Love (Extreme) - letra comentada - mensagem simples, direta e poderosa

Esta incrível balada do disco Pornograffitti (o segundo deles) é uma das favoritas entre muitas da banda (difícil escolher). A mensagem é universal e atemporal, vamos a ela:


Song For Love (Bettencourt/Cherone)

I lie awake with open eyes
My love just died
I'm cold inside
Can't face the thought to be alone
All by myself on my own
Love's come and gone

I look around and see
The hearts that still are broken
I can't believe all of our hearts remain unopened
(We) can't go go on and on
With that same old song
So wipe off the frown
And turn around and face each other
Come on, come on
Let's sing a song

A song for you, a song for me, a song for love

All for one and one for all together
Singing a song for love
You and I are none without the other
Singing a song for love

You let the time pass by
Big boys don't cry
Believe that lie (why do I?)
A broken heart that never mends
Is this the end
Listen my friend

These walls of hate
That separate one from the other
Time to rebuild bridges of love
One to another
Come on, come on
Let's sing a song



O início da letra e da música é bem triste. O autor está sozinho e triste pois perdeu seu amor. Uma das coisas mais interessantes é que aí há uma mudança do tom menor, triste, para um tom maior alegre e esperançoso, e a letra acompanha isso, convocando todos para deixarem isso de lado e se juntarem para cantar uma canção pelo amor, em vez de permanecerem com os corações partidos e fechados, sem compartilhar as coisas boas com os outros.
Chega-se então no refrão que é o clímax: um por todos e todos por um cantando uma canção pelo amor. Ninguém vale nada se não estiver nessa.

Eu interpreto o tema como uma ode bem geral à paz, e por isso a letra ainda será válida por muito tempo. A humanidade vive em conflitos enormes com si mesma. Face a uma tragédia, nossas reações normalmente são as piores: isolamento, depressão, ou então violência, guerras e mais desgraça. Feridas que nunca se curam. Daí a necessidade de sempre nos lembrarmos desse tipo de mensagem, acabar com os "muros de ódio" e reconstruir "pontes de amor".
Uma curiosidade relacionada é que, apesar dos autores serem cristãos e em outras ocasiões usarem passagens bíblicas em algumas músicas, aqui isso não se faz necessário, até onde o pouco que eu conheço e lembro de ter ouvido comentarem. Mas ainda assim eu imagino que é exatamente a mesma mensagem que Jesus pregava 2000 anos atrás, e que continua muito válida!
(Um parenteses é necessário aqui para deixar claro que não sou estritamente religioso, deixemos mais disso para outras ocasiões).

Enfim, é isso, curtam a música na íntegra e paz e amor para todos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Rock e hip hop definitivamente não são como água e azeite...

Quando o Aerosmith "revolucionou" ao regravar Walk this way com o Run DMC, muitos roqueiros invariavelmente torceram o nariz. Mas outros, e também quem gostava de rap e afins, aprovaram e fizeram desta parceria um dos motivos da ressurreição da banda nos anos 80. Um destaque também foi o clipe onde eles literalmente quebraram as paredes entre os 2 mundos, além de já terem feito o mesmo musicalmente.

A mistura dos gêneros, até então bem inusitada, passou a ser cada vez mais comum, e a alcançar bastante sucesso. Bandas como Faith No More, Living Colour, Rage Against the Machine e Red Hot Chili Peppers incorporaram elementos de rap e hip hop, enquanto os Bestie Boys fizeram uma transição ainda mais radical no seu som. Diversos rappers também passaram a colocar mais guitarras pesadas em suas músicas.

Após o fim dos anos 90 minha impressão é que esse movimento perdeu boa parte da sua força, ao menos no mainstream. Os dois estilos voltaram a ser mais segregados, cada um mais na sua, salvas algumas exceções que sempre existem. As tais bandas de rock com estas influências tiveram seus ciclos de idas e vindas, e no fim das contas é seguro dizer que olhando o rock como um todo a importância e influência do rap e hip hop é pequena. E bem menos relevante que outros marcos como a psicodelia dos anos 60 e 70, o hard dos 80, o grunge dos 90 ou qualquer tendência mais recente.

Isso tudo em parte explica a reação de muitos fãs quando um guitarrista como Nuno Bettencourt (sim, eu sou suspeito pra falar, rs) resolve aceitar tocar com a Rihanna. Vários se enganam ou se recusam a acreditar que é por opção e por gostar do som, e não apenas por dinheiro. Outros pensam que pode ser jogada de marketing e que pode ajudar na divulgação do Extreme ou de outros trabalhos. Isto se provou que seria meramente uma conseqüência natural do fato de tocarem juntos, pelo simples fato do relativo pouco destaque dado ao guitarrista (os holofotes e microfones estão sempre na Rihanna). Alguns fãs também torcem o nariz simplesmente por inveja.
Obviamente não é como tocar com uma banda de rock como o Extreme, mas independente de quanto tempo isso ainda vai durar e o quanto isso de fato atrapalha a banda (espero que não muito), eu respeito e apoio a decisão e a acho certíssima. Nuno sempre foi autêntico em relação à música que quer tocar e esta não é uma exceção. Independe da situação financeira que ele está, que também não acredito ser ruim e que de qualquer forma não temos como saber ao certo. Em outras palavras, acredito que se ele estivesse na pindaíba total e fosse chamado para tocar com ela e ela não fosse tão famosa e não pagasse bem, ele também iria. De qualquer forma é claro que ele também não deve estar reclamando, rs.

Quem de alguma forma acabou indo parar no mesmo palco que Nuno e Rihanna e apresento-lhes é Carl Restivo. Carl é um garoto prodígio cantor, produtor e multi-instrumentista de grande talento. Possui no currículo o grande hit "Hips Don't Lie" da Shakira e outras parcerias com Wyclef Jean. Tocou algumas vezes com o próprio Nuno no Extreme (baixo), eu estava lá! E também com Nuno e Perry Farrell no Satellite Party. Carl é ainda diretor musical da Paul Green School Of Rock em Hollywood, inspirada no famoso filme com Jack Black e que existe de verdade!
Uma vez introduzido, ele tem músicas altamente recomendadas em http://www.myspace.com/carlrestivo. Qual o estilo que ele faz? Simplesmente a mais perfeita mistura de rock com hip hop que já ouvi até hoje! Tendo seus contatos e participações nos dois meios, Carl naturalmente se desenvolveu justamente no estilo que Aerosmith e Run DMC começaram há mais de 20 anos. As amostras no myspace me parecem muito bem escolhidas: a balada Summer e 2 rocks mais funkeados.

Carl também colabora com Tom Morello no Street Sweeper Social Club - http://www.myspace.com/streetsweepersocialclub, mais uma banda que demonstra uma boa mistura de rock e rap. E nada disso é coincidência, pois também não é por acaso que Tom é fã de Nuno!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Blackfella / Whitefella

(1a postagem do ano \o/)

1986, Austrália - a banda Midnight Oil passou vários meses em turnê no "outback" com os grupos indígenas Warumpi Band e Gondwanaland, tocando para comunidades aborígenes remotas e tomando consciência da seriedade dos problemas de saúde e padrão de vida das tribos. Isso deu origem ao álbum Diesel and Dust, de grande sucesso, e que tocou justamente na questão da necessidade de reconhecimento pela Austrália branca das injustiças no passado envolvendo os aborígenes, e a necessidade de reconciliação.

Nesta turnê, há o registro do Midnight com a Warumpi Band tocando a música Blackfella / Whitefella, composta pela última. É um hino do rock aborígene, que passa justamente a mensagem de reconciliação. Segue a música, a letra, e alguns comentários em seguida:




Blackfella Whitefella
it doesn't matter what ya' colour
as long as you a real fella
as long as you a true fella

All the people of different races
with different lives in different places
it doesn't matter what your name is
we've got to have lots of changes

We need more brothers if we're to make it
we need more sisters if we're to save it

Are you the one who's gonna stand up and be counted?
Are you the one who's gonna be there when we shout it?
Are you the one who's always ready with a helping hand?
Are you the one who understands this family plan?

Blackfella Whitefella
Yellowfella Any fella
it doesn't matter what your colour
as long as you a real fella

All the people of different races
with different lives in different places
it doesn't matter which religions
it's all the same when the ship is sinking

We need more brothers if we're to make it
we need more sisters if we're to save it

Are you the one who's gonna stand up and be counted?
Are you the one who's gonna be there when we shout it?
Are you the one who's always there with a helping hand?
Are you the one who understands this family plan?

Stand up Stand up and be counted (repeat)

Are you the one who's always there with a helping hand?
Are you the one who understands this family plan?


A mensagem é simples, muito poderosa, e fala por si só. Quando o barco está afundando, não importa cor, nome, religião ou raça, apenas que você seja um verdadeiro "fella" (camarada). As perguntas no refrão incitam a ação e reflexão: "É você quem estará sempre com a mão estendida para ajudar?". E mais que a simples tolerância, introduz o conceito de "family plan": tratar todos em escala global como se fossem nossos próprios irmãos e irmãs. E como se não bastasse, a música é ótima!

É "só" isso então, Stand Up And Be Counted!!!