quarta-feira, 30 de setembro de 2015

¡Viva México! - 3) Vamos a la Playa (del Carmen)

A 3a etapa da minha primeira viagem ao México foi a agitada Playa Del Carmen, 70 km ao sul de Cancún, centro da Riviera Maya. Com muitas atrações por perto e sem tanto tempo agendado, optei por mais um passeio a ruínas maias e só ficar andando um pouco pelo centro e praias mais próximas.

PS: para melhor ver as fotos é só clicar nelas.

Começando pelas praias, a combinação de excesso de sargaço e baixa temporada talvez as tenha deixado mais tranquilas, mas ainda assim bonitas:

A quinta avenida é o centro de tudo em Playa como lojas e restaurantes.

O portal maia, de Arturo Tavarez, é o principal monumento e cartão de visitas do centro, sendo "um testemunho do conhecimento de nossos ancestrais das ciências como astronomia e matemática".
Foi inaugurado em 2012 em comemoração ao final de um ciclo do calendário maia, simbolizando a passagem da humanidade "a um novo ciclo de luz, na direção de um estado de consciência mais elevado", segundo o autor. Antes que alguém fale em fim do mundo, é bom lembrar que os maias apenas dividiram o tempo nos seus calendários de forma que ao final de um ciclo tudo recomeçasse novamente.
Alguns detalhes mais próximos da escultura:

Os atributos da escultura de mais de 15 metros incluem elementos como animais, pessoas em trajes típicos, e os anéis do jogo de pelota.

À noite a quinta avenida fica ainda mais movimentada, oferecendo muitas opções de lugares para se comer, porém mais caros. Afastando um pouco há opções mais em conta, mas ainda interessantes, como é o caso do ceviche estilo peruano "Leche de Tigre" na 10a avenida, um pouco apimentado mas com ótimo sabor:
Aqui alguns itens mais típicos e populares: quesadilla de "tinga de res" (carne bovina cozida com tomate, cebola e chipotle) e taco de chorizo.
E o taco "al pastor", uma carne de porco preparada no "trompo", de aparência que lembra o churrasquinho grego mesmo. Normalmente temperada com coentro, cebola e urucum.

Agora um momento musical muito bacana! Um duo mandando uma música típica com direito a um pouco de sapateado.

Bom, entre tantas opções de passeios a partir de Playa, como os ecoparques e cenotes, acabei considerando mais importante ir a Tulum e Cobá visitar mais ruínas maias.
A primeira realmente é deslumbrante dada sua localização junto ao mar do Caribe. Esta é devido à sua finalidade portuária no período pós-clássico maia (cerca de 1200 D.C.).
Em resposta a uma pergunta frequente, o guia ressaltou que os prédios principais dentro da parte murada da cidade eram locais mais voltados a fins administrativos, científicos e religiosos (além do comércio), e a maior parte da população morava do lado de fora. Segue mais fotos lá de dentro:
Uma curiosidade sobre o "Castillo", o maior prédio do sítio, é ter sido construído posicionado bem de frente a uma abertura na barreira de corais. Desta forma podia ser usado como farol para as embarcações que chegavam.


Após a escaldante e relativamente rápida visita a Tulum, a excursão deu uma passada no Cenote Tortuga para um pouco de descanso. Está um pouco longe de ser um dos cenotes principais a se visitar, mas quebrou bem o galho para dar um pulo n'água.

Após o almoço fomos a Cobá, um sítio menos conhecido que os demais, uns 50 kms indo pro interior. O que me impressionou foi o tamanho do lugar, sendo que menos de 10% da cidade está restaurada e aberta a visitação!
O local é de período anterior ao de Chichén Itzá, tendo seu apogeu por volta dos séculos II a VI e permanecido habitada até antes da chegada dos espanhóis. Aqui algumas fotos incluindo uma das pirâmides e 2 dos vários campos de jogo de pelota.
E aqui a pirâmide mais alta, Nohoch Mul, de 42m, na qual ainda se pode subir como podem ver (ao contrário de Chichén Itzá).
Minhas panorâmicas lá de cima não ficaram boas então vai uma linkada mesmo:


Após isso também nos levaram rapidamente a uma aldeia maia bem perto de Cobá, que é um povoado bem pequeno e rústico com alguns descendentes maias sobrevivendo na base do artesanato e visitas.
Nos ofereceram uma tortilla de farinha de milho com chaya (arbusto tipo espinafre), pasta de ovos e feijão (acredito). Segundo eles, típica dos maias.


E foi isso o passeio e um resumo da passagem por Playa del Carmen. Certamente há muito mais na região que ainda vale um retorno. A despedida é do ferry rumo ao próximo destino da viagem, Cozumel. Até!

Ah, apenas reforçando para quem não viu os 2 primeiros relatos, podem ser encontrados aqui no arquivo do blog (setembro de 2015). Até!! (2)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

¡Viva México! - 2) Relaxando na Isla Holbox

Bom dia/tarde/noite!

Antes de começar o relato desta etapa da viagem, só quero recordar pra quem não viu que foi postado o 1o capítulo aqui: ¡Viva México! - 1) A chegada (Cancún)

E lembrando que para melhor visualização das fotos basta clicar nelas.

Bom, tem lugares que ouvimos falar por um motivo, mas que depois de passarmos por lá temos a agradável surpresa de comprovar que é muito mais que pensávamos! Uma ilha também tem sempre uma fascinação adicional por estar em tese "desconectada" do restante do estado, do país, do mundo. Holbox é assim. Nos últimos anos o turismo cresceu pela fama do tubarão baleia (maior peixe do mundo chegando a 20m), cuja incidência no segundo semestre é altíssima. Tem boa oferta de pousadas, restaurante e serviços básicos, mas ainda é relativamente desconhecida por muitos, e é por isso que provavelmente é frequentada mais por alguns europeus que por milhares de americanos e outros.

Para se chegar lá, após estrada para oeste de Cancún e depois para o norte, pega-se um rápido ferry na vila de Chiquilá, ao bom som mexicano pra já entrar no clima, rs. Terra à vista!
Um dos melhores aspectos é que na ilha as ruas não são pavimentadas e não há carros! No lugar deles só veículos menores como motos e os carrinhos de golf. Também vale ressaltar que é uma reserva de preservação, dada a grande quantidade de fauna marinha, aves e mangue. Praça principal com um exemplo de referência ao tubarão: A praia é facilmente acessível e bastante tranquila: Não é difícil já ver um pouco da fauna: A praia principal é voltada a noroeste, o que resulta em uma grande probabilidade de presenciarmos um espetáculo diário: Dos amigos se bañan: Na manhã seguinte já saio para o passeio para nado com tubarão baleia: Não demora muito para avistarmos alguns golfinhos um pouco longe. Acreditem, aquilo é uma cauda fora d'água: Após navegar um tanto mais encontramos os gigantes! A galera se prepara e cai em pares com o guia para vê-los um pouco mais de perto: Uma grande pena eu não estar com câmera sub, eles realmente são enormes mas dóceis (exceto com o plâncton e outros serem bem pequenos que estão no caminho rs). Aparentemente não se movem tão rapidamente, mas é difícil acompanhá-los por muito tempo, o que também não tem muito sentido. Mas no fim consigo algo melhor a partir do barco mesmo: Após todos estarem deslumbrados, o barco segue para um recife raso para um pouco de snorkel mais livre. Tinha uma boa quantidade de raias, tartarugas e peixes no local, graças a restos de pesca lançados. Os pelicanos também aproveitam: Depois passamos pela única área de mangue onde os barcos podem chegar, e nos deparamos com incrível quantidade e variedade de aves: Na hora de voltar, uma pequena mudança de tempo! Na panorâmica anterior, a faixa um pouco rosa na praia segue vista mais de perto: (são flamingos caso ainda não dê pra ver muito bem, rs)
À noite, uma merecida recompensa: No dia seguinte, o passeio escolhido é de caiaque no mangue! O início é em "Punta Mosquito", adivinhem por que o nome rs... Após algumas interações um pouco mais hostis com esta parte da fauna, dá pra aproveitar melhor o passeio super tranquilo. E encontrar mais um grupo enorme de flamingos. Esse aqui não se importou nem um pouco com a aproximação: Holbox curiosamente também abriga uma galeria de arte a céu aberto! São obras bastante curiosas, diferentes, divertidas e malucas. Segue uma amostra: Também aproveito pra divulgar o hostel onde fiquei pois é excelente, bem organizado, limpo e em ótimo local perto da praia e da praça: Tribu Hostel.
Esta é a área externa com redes: E aqui a "vistinha" do mirante dele:
Enfim, Holbox é um lugar simplesmente único e mágico, recomendadíssimo, de onde muitos saem com vontade de voltar um dia e muitos ficam mais que o esperado. Excelente opção relativamente perto de Cancún e Playa del Carmen pra quem quer algo mais isolado e sossegado. Apenas espero que a ilha continue sendo simples e bem cuidada por muito tempo.