Graças ao Sr. Bob Geldof e seu Live Aid, inventaram esse tal dia internacional do rock no 13 de julho. Fora qualquer discussão sobre a validade disso, aproveito a oportunidade para escrever um pouco aqui. Escolhi 3 bandas excelentes que continuam até hoje carregando a bandeira e fazendo rock de altíssima qualidade, infelizmente sem ter tanto reconhecimento (principalmente aqui no Brasil) quanto outros pesos pesados.
Elas têm mais em comum além de estarem em posição privilegiada no gosto deste que vos fala: todas surgiram nos anos 90, em meio a outros fenômenos como o grunge, o britpop e o renascimento do punk que marcaram esta ótima década. Todas fizeram um sucesso considerável com poucos hits, mas acabaram caindo no esquecimento do público em geral por diversos motivos ou por simples descaso da mídia (mesmo tendo lançado grandes discos).
Mais importante que isso, no entanto, é que todas continuam sim na ativa, firmes e fortes! Todas passaram pelos seus trancos e barrancos, acabaram, mas eventualmente ressurgiram mais fortes do que nunca. Por isso faço questão aqui de linkar trabalhos mais recentes para demonstrar meu ponto.
A parte ruim, também comum às três bandas, é que ainda não tive a devida oportunidade de vê-las ao vivo. Mas espero que isso seja bem temporário mesmo ;-)
PS: os myspaces linkados são ótimas fontes para ouvir um pouco mais de cada uma :)
Spin Doctors
Conhecidíssimos pelo hit Two Princes, cujo clipe marcou época na MTV inclusive daqui, e que também foi uma das mais tocadas no seu ano de lançamento. Mas sem dúvida são muito mais do que um "one hit wonder".
A combinação é das mais ecléticas: o blues do guitarrista Erik Schenkman, o groove funkeado do baixista Marc White e a bateria de Aaron Comess com influências de jazz e outras formam uma seção instrumental de respeito. O vocalista Chris Barron com seu timbre marcante e influências "clássicas" completa o time.
Vai aqui uma pérola do álbum de retorno deles "Nice Talking To Me", que é um petardo do começo ao fim:
The Presidents of the United States of America
Não emplacaram tanto por aqui, mas na sua terra natal fizeram um bom estrago com Lump e Peaches principalmente.
Irreverência é a chave aqui, com as letras e melodias simples porém poderosas de Chris Ballew, montadas em cima de riffs grudentos de Dave Dederer (que acabou saindo da banda, mas sem treta). Jason Finn completa esse trio com uma levada constante e competentíssima na batera.
O último disco 'These Are The Good Times People' é uma série de punk rocks muito bem colocados em menos de 40 minutos, com direito a algumas ótimas baladas acústicas para dar uma quebrada básica, além de uma incursão de metais e uma cantora de jazz na faixa que finaliza o disco de forma brilhante. Mas aqui vai a faixa de abertura e single, que rendeu um clipe divertidíssimo dirigido por Weird Al Yankovic (que por acaso fez também a paródia Gump).
Terrorvision
Estes só fizeram sucesso mesmo praticamente em sua terra natal, a Inglaterra. Seu auge foi Tequila, que teve a infelicidade de ser lançada junto com um grande hit do Offspring, deixando a banda com um segundo lugar como seu melhor desempenho nas paradas.
Misturando também um pouco de tudo, desde rock clássico até anos 80, metal e punk, eles foram apontados como uma promessa pela revista Kerrang, mas não conseguiram emplacar nos EUA para atingir um público maior. Acho que é de certa forma como o humor britânico, que também não se dá tão bem na terra do tio Sam.
De qualquer forma, eles também se foram em meados dos anos 2000, e fizeram diversas reuniões anos mais tarde, para finalmente ano passado se cansarem de tocar apenas músicas antigas e botarem a mão na massa e lançar um álbum novo no começo desse ano. É certo que capricharam e mandaram uma porção de punk rocks cheios de energia e atitude, como nos já velhos tempos. Destaque para Demolition song, Pushover e This is suicide entre outras. Aqui no site oficial dá para ter uma noção de cada música (ainda não colocaram nada mais elaborado no youtube):
http://www.townsend-records.co.uk/stores/terrorvision.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
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