PS: para melhor ver as fotos é só clicar nelas.
Começando pelas praias, a combinação de excesso de sargaço e baixa temporada talvez as tenha deixado mais tranquilas, mas ainda assim bonitas:
A quinta avenida é o centro de tudo em Playa como lojas e restaurantes.
O portal maia, de Arturo Tavarez, é o principal monumento e cartão de visitas do centro, sendo "um testemunho do conhecimento de nossos ancestrais das ciências como astronomia e matemática".
Foi inaugurado em 2012 em comemoração ao final de um ciclo do calendário maia, simbolizando a passagem da humanidade "a um novo ciclo de luz, na direção de um estado de consciência mais elevado", segundo o autor. Antes que alguém fale em fim do mundo, é bom lembrar que os maias apenas dividiram o tempo nos seus calendários de forma que ao final de um ciclo tudo recomeçasse novamente. Alguns detalhes mais próximos da escultura:
Os atributos da escultura de mais de 15 metros incluem elementos como animais, pessoas em trajes típicos, e os anéis do jogo de pelota.
À noite a quinta avenida fica ainda mais movimentada, oferecendo muitas opções de lugares para se comer, porém mais caros. Afastando um pouco há opções mais em conta, mas ainda interessantes, como é o caso do ceviche estilo peruano "Leche de Tigre" na 10a avenida, um pouco apimentado mas com ótimo sabor: Aqui alguns itens mais típicos e populares: quesadilla de "tinga de res" (carne bovina cozida com tomate, cebola e chipotle) e taco de chorizo. E o taco "al pastor", uma carne de porco preparada no "trompo", de aparência que lembra o churrasquinho grego mesmo. Normalmente temperada com coentro, cebola e urucum.
Agora um momento musical muito bacana! Um duo mandando uma música típica com direito a um pouco de sapateado.
Bom, entre tantas opções de passeios a partir de Playa, como os ecoparques e cenotes, acabei considerando mais importante ir a Tulum e Cobá visitar mais ruínas maias.
A primeira realmente é deslumbrante dada sua localização junto ao mar do Caribe. Esta é devido à sua finalidade portuária no período pós-clássico maia (cerca de 1200 D.C.). Em resposta a uma pergunta frequente, o guia ressaltou que os prédios principais dentro da parte murada da cidade eram locais mais voltados a fins administrativos, científicos e religiosos (além do comércio), e a maior parte da população morava do lado de fora. Segue mais fotos lá de dentro:
Uma curiosidade sobre o "Castillo", o maior prédio do sítio, é ter sido construído posicionado bem de frente a uma abertura na barreira de corais. Desta forma podia ser usado como farol para as embarcações que chegavam.
Após a escaldante e relativamente rápida visita a Tulum, a excursão deu uma passada no Cenote Tortuga para um pouco de descanso. Está um pouco longe de ser um dos cenotes principais a se visitar, mas quebrou bem o galho para dar um pulo n'água.
Após o almoço fomos a Cobá, um sítio menos conhecido que os demais, uns 50 kms indo pro interior. O que me impressionou foi o tamanho do lugar, sendo que menos de 10% da cidade está restaurada e aberta a visitação!
O local é de período anterior ao de Chichén Itzá, tendo seu apogeu por volta dos séculos II a VI e permanecido habitada até antes da chegada dos espanhóis. Aqui algumas fotos incluindo uma das pirâmides e 2 dos vários campos de jogo de pelota. E aqui a pirâmide mais alta, Nohoch Mul, de 42m, na qual ainda se pode subir como podem ver (ao contrário de Chichén Itzá). Minhas panorâmicas lá de cima não ficaram boas então vai uma linkada mesmo:
Após isso também nos levaram rapidamente a uma aldeia maia bem perto de Cobá, que é um povoado bem pequeno e rústico com alguns descendentes maias sobrevivendo na base do artesanato e visitas. Nos ofereceram uma tortilla de farinha de milho com chaya (arbusto tipo espinafre), pasta de ovos e feijão (acredito). Segundo eles, típica dos maias.
E foi isso o passeio e um resumo da passagem por Playa del Carmen. Certamente há muito mais na região que ainda vale um retorno. A despedida é do ferry rumo ao próximo destino da viagem, Cozumel. Até!
Ah, apenas reforçando para quem não viu os 2 primeiros relatos, podem ser encontrados aqui no arquivo do blog (setembro de 2015). Até!! (2)

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