sexta-feira, 9 de junho de 2023

Após quase 15 anos, um novo álbum do Extreme! (Six - 2023)


Muito bem, aqui vai minha resenha para este álbum, ou pelo menos uma primeira tentativa dado que acabou de sair. Mas primeiro, para quem não me conhece, é justo dizer brevemente que o Extreme ocupa um lugar especial como minha banda favorita. Provavelmente a banda mais relevante que me inspirou a pegar uma guitarra e tocar, embora tenha havido momentos em que outros artistas ou bandas ocuparam esta posição. O que também vale acrescentar é que viajei para o exterior um par de vezes para vê-los ao vivo, mais notadamente nos Açores, Portugal em 2004 (isto merece seu próprio post numa próxima ocasião).

Ainda recapitulando, este ano em fevereiro depois de anos de muitas promessas de que os fãs teriam um álbum "em breve", o Extreme começou a lançar um teaser diferente a cada dia, e isso culminou no lançamento do single "Rise" e um anúncio de que o seu sexto álbum de estúdio Six seria lançado em junho. Isso com certeza chamou a atenção do mundo do rock e atraiu muita atenção da mídia especializada, principalmente devido ao solo de guitarra de cair o queixo de Nuno Bettencourt (eu sabia que ele poderia fazer isso, rs). Mais ou menos um mês depois, foram lançados os singles "#Rebel" e "Banshee", e mais recentemente "Other Side Of The Rainbow", e finalmente aqui estamos no dia do lançamento, quando todos os fãs estão agitados ouvindo, digerindo e dizendo o que pensam sobre o álbum, e também é para isso que estou aqui! 

 A primeira coisa a considerar, especialmente para quem não conhece o catálogo da banda, é que a intenção deles com cada um de seus discos é de abrir novos caminhos, levar sua música a novos rumos em maior ou menor grau, não se repetir, e eles costumam alertar em entrevistas para "esperar o inesperado". Antes de ouvir Six, dada a natureza dos primeiros singles lançados (mais voltados ao hard rock), devo dizer que baixei um pouco as minhas expectativas. Melhor dizendo, eu gostei dessas músicas e sabia que eram acima da média, mas pessoalmente faltava alguma coisa. Agora posso dizer que depois de ouvir todo o pacote sinto que eles guardaram o melhor para o final!

Uma das coisas mais notáveis é que Nuno assumiu mais responsabilidades nos vocais. Para aqueles familiarizados com seus trabalhos solo, onde ele já demonstrou bem estas habilidades, certamente é emocionante! E a grande notícia é que ele e Gary Cherone estão fazendo duetos em um bom número de músicas, em vez de dividir vocais entre as faixas. Isso é algo que não havia acontecido nesse nível em álbuns anteriores, portanto em Six ouvimos muito essa química única que é sem dúvida a maior força da banda.

Também vale mencionar que algumas das canções agora reveladas têm uma sonoridade industrial, moderna ou mais eletrônica, definitivamente diferente dos álbuns anteriores, especialmente “Saudades de Rock” que possui referências mais claras às influências de rock clássico da banda. No entanto, como alguns apontaram, isso não é totalmente novo se você considerar o projeto Tribe of Judah de Gary ou algumas coisas nos discos de Nuno antes da reunião definitiva do Extreme em 2007. E mesmo que eu ainda esteja processando algumas músicas como "X Out" e "Save Me", tenho que reconhecer a coragem e ousadia deles em colocá-las no álbum! Eles estão realmente ampliando o que a banda pode fazer e certamente vale a pena ouvir mais para deixar essas músicas crescerem.

Também escreverei alguns comentários específicos das músicas, o que espero agregue à resenha:

- "Banshee" para mim ainda é um dos melhores grooves do Extreme e deste disco, aquele que exige que aumentemos o volume e curtamos! Eles devem ter bebido um pouco de água da fonte do Motley Crue para esta, querendo ou não, hehe.

- "Other Side Of The Rainbow": ótima música mais pop mas que tem um bom andamento e consegue soar bem diferente de outras baladas que eles já fizeram.

- "Small Town Beautiful" é simplesmente deslumbrante! Vocais acertadíssimos.

- "The Mask": Estou curtindo bastante. O groove é perfeito de Pat (baixo) e Kevin (batera), assim como a troca vocal entre Nuno e Gary! A letra também se destaca.

- "Thicker Than Blood": uma das sonoridades modernas, poderia ser uma música do Tribe of Judah. Nuno trouxe de volta seu pedal octaver (usado em algumas músicas de Dramagods e Saudades) para o solo.

- "Save Me": uma música que muda de forma surpreendente após o comecinho, uma das maiores surpresas dentro de uma música.

- "Hurricane": outra performance vocal muito poderosa de Nuno e Gary sobre uma base acústica que remete ao Fleetwood Mac, e enriquecida pelo arranjo de cordas.

- "X Out": a mais estranha e difícil, mas com certeza está crescendo para mim, e Gary brilha nela (como em todo o álbum).

- "Beautiful Girls": uma antiga canção pop simples de Carl Restivo (ele tocou baixo no Extreme em alguns shows em 2004), que foi levada alguns passos adiante por Nuno e Gary com mais ótimos vocais e um divertido solo no estilo do Queen/Brian May.

- "Here's To The Losers": um hino instantâneo! Muito apropriado terminar o disco com isso, tendo como mais uma novidade para a banda um coro no refrão.

Acho que é isso por enquanto. Devo agradecer ao Extreme por dar aos fãs um presente especial e único! E por não ter medo de experimentar coisas novas aqui e ali, correndo o risco de não corresponder às expectativas de algumas pessoas. Até!

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