Boa noite! (ou dia ou tarde)
Continuando minha saga em setembro último em terras paranaenses, após os primeiros dias em Morretes (PR) e a primeira incursão mata atlântica adentro (vide este post), outros desafios me aguardavam...
O primeiro foi um passeio de bicicleta pelas redondezas da cidade. Antes de começá-lo o dia era promissor, permitindo algumas fotos da cidade com tempo bom (para vê-las melhor basta clicar):
Só que antes de começarmos as coisas mudaram um pouco...
Mas tudo bem, dei sorte de mais pessoas terem agendado e que também não hesitaram em ir de qualquer forma! E lá fomos nós de capa de chuva mesmo,
que logo seria desnecessária.
Passamos por um pouco da parte rural do município, bem simples e por estradinhas de terra, atravessando riachos e chegando a uma famosa "curva do rio" para um primeiro pit-stop, hehe.
Um pouco mais adiante, uma travessia por uma pontezinha pênsil interessante! O jeito recomendado foi atravessar segurando a bike em uma roda:
Pra terminar o passeio de bike fomos então visitar a Casa Poletto, produtora da premiada cachaça "Ouro de Morretes", com direito a um tour explicativo pela fábrica e uma breve degustação, rs.
Não tenho boas fotos de lá e dificilmente tomo cachaça, mas como fomos bem recebidos e o passeio foi bom, deixo aqui os links e a recomendação pra quem curte a caninha:
- Site oficial, atualmente sendo revisado mas qualquer hora deve ficar bacana;
- Facebook oficial bem bacana, com algumas fotos da pousada, alambique, Morretes e redondezas.
Bom, agora vamos ao "prato principal" que não é o barreado, rs.
É mais uma trilha, com início também pelo mesmo caminho do Itupava relatado no post anterior, mas com destino ao topo do conjunto Marumbi, um dos pontos culminantes da Serra do Mar paranaense com seus 1.539 metros de altitude. O local é venerado por alpinistas e importantíssimo para a história do montanhismo no Brasil. Para minha sorte não precisa de equipamentos para subir, mas sim de uma boa condição física e de muita disposição! (além de água e comida, é claro)
Aqui a visão ainda distante do meu destino:
Aqui a visão a partir da estação Marumbi, base de onde saem as diversas trilhas (indicadas no quadro).
O começo da trilha escolhida (a branca) é relativamente tranquilo, sendo necessário apenas um pouco de cuidado para atravessar as pedras junto à cachoeira dos marumbistas. Também nota-se ainda estar na mata das encostas mais baixas, e aos poucos se ganha altitude.
Logo percebo que a subida não é nada tranquila, rs, mas sigo. E com a ajuda de cordas e raízes das árvores se chega a uma zona mais aberta e com vista mais ampla:
A grande novidade pra mim, e que assustou um pouco no princípio, foram os trechos com degraus fincados na rocha, também chamados grampos ou "via ferrata".
Apesar de alguns trechos serem consideráveis em altura e quantidade de algumas poucas dezenas de grampos, optei pela filosofia de ir subindo sem pensar muito e não olhar pra baixo! E se preocupar com a volta depois, rs.
E isso funcionou bem, depois de mais um pouco de subida cheguei ao Olimpo!
O nome é dupla homenagem à mitologia grega e ao farmacêutico Joaquim Olimpio, que liderando uma das primeiras equipes de montanhistas do país fez esta façanha em agosto de 1879 (!), com beeem menos condições que as atuais, evidentemente, e necessitando de 5 dias.
Apenas para reforçar, esta é reconhecida como a primeira e mais antiga ascensão "montanhística" do Brasil, caracterizada pelo prazer pela aventura e com a finalidade de apreciar as belezas da região.
Enfim, segue algumas fotos do visual da Serra do Mar e um pedaço da Baía de Paranaguá a partir de cima das nuvens!
Como não poderia deixar de ser deixo um registro no caderno do cume:
Como o vento frio ali não estava fraco, depois dos registros e de um lanchinho já é hora de voltar. A descida se mostra tão ou mais difícil que a subida, devido aos cuidados necessários para não rolar montanha abaixo, rs.
Mas chego inteiro e plenamente satisfeito, com a sensação de missão cumprida!
Cansado sim, mas também revigorado. Com um pouco de abertura do tempo vejo de longe quase sem acreditar o belo local onde estava, e retorno a Morretes para o merecido descanso.
Antes de encerrar este fascinante capítulo da viagem, somente quero deixar um link bem legal sobre a história da conquista do Marumbi. É isso, até o próximo post!!!
iMontanha - Conquista e Evolução do Montanhismo no Marumbi
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
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