Após o começo da 2a jornada (vide este post) e a chegada de trem a Morretes, vamos mostrar um pouco da terra do barreado e das subsequentes aventuras pelas suas redondezas.
Antiga terra dos carijós, no começo do século XVIII os portugueses fundaram o povoado no meio da corrida do ouro. Morretes não demorou a prosperar, dada sua localização entre o litoral e a serra. Curiosamente, com a estrada de ferro no século seguinte veio um período de decadência, porém depois disso a cidade aos poucos desenvolveu sua vocação turística explorando sua história, natureza e culinária.
Um primeiro passeio básico mostra a beleza do centro histórico às margens do rio Nhundiaquara e junto à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto: (para ampliar basta clicar nas fotos)
De uma das pontes vemos os morros que dão nome à cidade:
Uma das pracinhas com um típico coreto, e uma das pontes de ferro sobre o rio:
Igreja de São Benedito:
Mais uma simpática ponte de ferro:
Aqui o Hotel Nhundiaquara, sempre visto nos cartões postais da cidade. Dizem que é o prédio mais antigo da cidade por ainda ter paredes do século XVII.
Aqui uma das homenagens espalhadas pela cidade a seus moradores ilustres. No caso, Lucio Borges, poeta e escritor:
Uma breve pausa no post pois o trem está passando!
Bem, agora vamos ao primeiro dia de trilhas. A partida é do Porto de Cima, que fica um pouco afastado do centro.
Em épocas com tempo melhor é o lugar perfeito para prática do boia-cross! Mas estando no fim do inverno me contento só com a vista do rio mesmo.
Escolho percorrer parte do importante Caminho do Itupava, que foi por um bom tempo a principal ligação entre a planície litorânea e o alto planalto paranaense. A trilha vem desde a "Borda do Campo" que está a uns 20 km de Curitiba.
O atrativo principal é estar no meio de uma reserva de mata atlântica ainda bastante preservada, com direito a riachos límpidos, pontes e passando eventualmente pelos trilhos do trem da Serra do Mar. Mais sobre o caminho pode ser encontrado aqui.
Eventualmente também vemos um pouco da fauna local.
O ponto principal visitado este dia, e um dos atrativos do Itupava, é o Santuário do Cadeado. A única placa lá estava pichada e não ajudou nada a entender coisa alguma, logo uma busca aqui revelou que o ponto era o local de um escritório da comissão construtora da estrada de ferro, onde a Princesa Isabel chegou a passar com o Conde D'Eu quando a ferrovia foi inaugurada!
Então na década de 60 a edificação anterior foi demolida e sobre sua fundação foi construído o atual mirante e a curiosa capela em forma de cadeado. A aparente razão disso é que o local era uma passagem difícil durante a construção, logo foi cavada ali uma vala curva com explosivos, que lembrou o formato de antigos cadeados, por isso ali é a Passagem do Cadeado. A nossa senhora alguém colocou depois em algum momento, rs.
Após algum tempo ali descansando, vendo a paisagem e intrigado pelo tal santuário, passa o motivo dessa história toda, rs.
Bom, deste dia de trilha é isso basicamente, só queria deixar também as fontes dos sites sobre o santuário, bem bacanas e com mais fotos para quem quiser ler ou ver mais.
- Página no site do Caminho do Itupava
- Blog Lugares Esquecidos
Na volta à civilização, segue mais uma charmosa igreja, a de São Sebastião, que fica no Porto de Cima:
E para encerrar o dia de caminhada, finalmente um merecido Barreado!!!
É o típico prato do litoral paranaense, de Morretes e de todo o estado também. De origem açoreana, é uma carne cozida até desmanchar em panela de barro, e que mesmo requentada mantém o seu sabor (não saberei se foi o meu caso). Adiciona-se farinha de mandioca até que a massa fique com a consistência que dá nome ao prato! Porém achei melhor não adicionar tanta farinha assim... Enfim, o que importa é que a refeição estava ótima e foi aproveitadíssima, hehe.
É isso por hoje, a saga morreteana e paranaense ainda continuará aqui em um futuro próximo, até!
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Fiquei com vontade de conhecer esse lugar!
ResponderExcluir